Fundadores2019-05-19T21:54:17+00:00

Fundadores

João Mota

O Teatro faz com que não sejamos seguidores, mas sim líderes.

João Mota, nascido a 28 de Outubro de 1942, é actor, encenador, professor e teatrólogo. Foi também diretor do Teatro Nacional D. Maria II e presidente da Escola Superior de Teatro e Cinema.

Iniciou a sua carreira como actor nos programas da Emissora Nacional e em 1957 ingressou no Teatro D. Maria II, onde permaneceu durante 10 anos. Após um período de trabalho em conjunto com o encenador inglês Peter Brook, funda, em 1972, a Comuna – Teatro de Pesquisa, companhia que ainda hoje dirige e pela qual já encenou mais de 100 peças.

Como actor e encenador, apresentou-se em mais de vinte países. Foi o primeiro professor convidado para a reforma do ensino artístico protagonizado por Madalena Perdigão e Veiga Simão e foi, também, pioneiro da Expressão Dramática em Portugal, tendo trabalhado com João dos Santos e Arquimedes da Silva Santos na Escola Superior de Educação pela Arte. Foi fundador e director da Convenção Teatral Europeia e trabalhou com inúmeros encenadores, entre eles Amélia Rey Colaço, Palmira Bastos, Varela Silva, Pedro Lemos, Jacinto Ramos, Carlos Avilez, Caetano Luca de Tena, Henriette Morineau, Adolfo Gutkin, José Tamayo, Francisco Ribeiro, Paulo Renato, Armando Cortez, Henrique Santana, Michel Benthel e Jorge Listopad e Celso Cleto.

Dirigiu cursos de teatro em diversas cidades fora de Portugal, tais como Mérida (Espanha), Saint Étienne, Reims (França), Tournai (Bélgica), Las Palmas (Canárias), São Paulo e Recife (Brasil), Bolonha (Itália), para além de orientar inúmeros cursos de formação no nosso país , como por exemplo o Curso de Expressão Dramática da Fundação Calouste Gulbenkian.

Dirigiu o “Auto da Alma” para o filme “O Mal Amado” de Fernando Matos Silva e foi júri de diversos concursos, como por exemplo o de Apoio à Edição de Dramaturgia Portuguesa Contemporânea do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas/Ministério da Cultura e Centro Nacional de Cultura.

Foi nomeado Professor da Escola Superior de Teatro e Cinema em 1972, onde foi Director do Departamento de Teatro e Presidente do Concelho Directivo (1996 a 2002). Entre 2002 e 2005, fez parte da comissão de avaliação do ensino Superior Artístico. Foi também, entre 2002 e 2003, Director do Mestrado em Teatro e Educação na Universidade do Algarve.

Em 1992 foi agraciado com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2007, foi-lhe atribuído a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro, e a Medalha de Mérito Cultural pelo Ministério da Cultura. Actualmente, encontra-se aposentado na qualidade de Professor Adjunto da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa. Tem mais de 20 trabalhos publicados e comunicações realizadas tanto em Portugal como no Estrangeiro.

Carlos Paulo

Viver através da criação é ter a consciência plena do sagrado e do profano; do efémero e do eterno, do zero ao infinito.

Carlos Paulo, nascido a 11 de Junho de 1951, é actor, encenador e figurinista, destacando-se, não só pelo seu trabalho no Teatro, mas também na Televisão, Rádio e Cinema.

Estreou-se no teatro em 1967, na Companhia do Teatro Estúdio de Lisboa, no Teatro Vasco Santana, sob a direcção de Luzia Maria Martins. Foi sócio fundador da Metrul – Teatro do Arco da Velha (1970), Os Bonecreiros – Teatro Laboratório de Lisboa (1971) e da Comuna – Teatro de Pesquisa (1972), onde ainda permanece.

Ao longo de mais de 50 anos de trabalho, representou em mais de 100 peças num vasto número de companhias, tais como a Casa da Comédia, Paraíso Infantil/Vasco Morgado, Teatro Experimental de Cascais, Companhia de Laura Alves, Companhia Teatral de Angola, Teatro ABC, Companhia Teatral do Chiado, Filipe Lá Féria – Produções, Teatro Meridional, Festival de Teatro de Mérida – Espanha. Trabalhou sob a direção de vários encenadores, entre eles Carlos Avilez, Paulo Renato, Armando Cortez, Mário Viegas, Filipe Lá Féria e João Mota, no formato de peças infantis, comédias, musicais, dramas e café-teatro.

Carlos Paulo (2016) em “O Último dos Românticos”, espectáculo comemorativo dos 44 anos do teatro Comuna.

Carlos Paulo (2016) em “O Último dos Românticos”, espectáculo comemorativo dos 44 anos do teatro Comuna.

Carlos Paulo (2017) em “Henrique IV”.

Carlos Paulo (2017) em “Henrique IV”.

Foi assistente de encenação em diversos espectáculos, tais como “A Dança da Morte” de Strinberg por Jorge Listopad e “Mary, Mary” de Paulo Renato. Participou também na revista “Lisboa, Meu Amor” de Francisco Nicholson. Foi ainda autor e coordenador de vários espectáculos na Comuna, com destaque par’ “A Palavra dos Poetas”, que conta já com mais de 30 espectáculos dedicados a outros tantos poetas portugueses dos séculos XIX e XX.

Foi professor de Teatro nos vários cursos de formação de actores da Comuna, na Junta de Freguesia de Benfica, no Ginásio da Praça da Alegria, na Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian, na Escola Superior João de Deus, na Faculdade de Direito da Universidade Nova, no Mestrado da Faculdade de Letras de Lisboa, entre outros. Dirige regularmente o curso “O Prazer do Texto” na Comuna.

Actuou, integrado na Comuna nos mais importantes Festivais de Teatro de todo o mundo em mais de vinte países da Europa, América e África e Ásia.

Na Televisão, estreou-se em 1968, tendo participado em mais de uma centena de peças de teatro, séries de ficção, programas recreativos e culturais, programas de informação e programas especiais, na RTP 1 e 2, SIC e TVI. É também autor de textos em vários programas de televisão, desde as séries “Cacau da Ribeira” com Ana Zanatti, “Lugar de Encontro” de Mário Figueiredo, “Cartas de Humor”, “Cabaret”, Festival RTP da Canção (1996– 1997), “Saudades do Futuro”, “Todos ao Palco” em co-autoria com Lá Féria, “Concordo ou Talvez Não”, “O Resto é Conversa” de Teresa Guilherme(36 sketches), “Ora Bolas, Marina”, “Marina Dona Revista” e ainda no programa “Grande Plano” de Fernanda Mestrinho.

Na Rádio, participa, desde 1967, em inúmeros programas de Teatro Radiofónico, folhetins e Noites de Teatro, tendo começado com Odette de Saint-Maurice no programa “Tempo de Juventude”, onde teve uma participação regular durante dois anos. Foi ainda protagonista de vários folhetins radiofónicos, dos quais se destacam “Cristo Recrucificado”, “A Tragédia da Rua das Flores” e “Cerromaior”.

No Cinema, participou em filmes de Edgar Gonsalves Preto, Luis Galvão Teles, Manoel de Oliveira, Joaquim Leitão e Luis Filipe Rocha, com quem protagonizou “Cerromaior” de Manuel da Fonseca. Foi ainda protagonista de “Assalto ao Santa Maria” de Francisco Manso.

Como figurinista desenhou dezenas de espectáculos de Teatro, como “Édipo- Rei” de Sófocles, “A Mãe” e “Homem Morto, Homem Posto” de Brecht, clássicos portugueses como Gil Vicente e António Ferreira e peças de Becket, Eugene O’Neil, Bernard Marie Koltés e Edward Albee. Foi ainda figurinista na série da RTP “Vamos Caçar Mentiras”, da “Grande Marcha do Bairro Alto”, do espectáculo “Fados” de Aldina Duarte e autor dos figurinos de dezenas de espectáculos de Café-Teatro e da peça “Viriato Rei”, produção do Festival Internacional de Teatro de Mérida – Espanha.